Planejamento financeiro para autônomos

Como ser autonomo

Trabalhar como profissional autônomo é uma realidade cada vez mais comum no Brasil, seja por necessidade ou pelo desejo de empreender e de ter mais flexibilidade no dia a dia. Embora esse modelo traga algumas vantagens, ele também é desafiador: sem um salário fixo registrado em carteira, as finanças podem se tornar imprevisíveis, especialmente se não houver planejamento. E é por isso que muitos acabam entrando na famosa “bola de neve” de dívidas.

No post de hoje, trouxemos algumas dicas preciosas de planejamento financeiro para autônomos. Por isso, se você faz parte desse time, saiba como lidar melhor com o seu dinheiro!

 

As contas precisam ser separadas

Muitos profissionais autônomos acreditam que por trabalharem sozinhos (quando é o caso), não há necessidade de separar as contas profissionais das pessoais e esse é o primeiro erro cometido. Os especialistas são unânimes em relação a isso: misturar os gastos é um dos principais motivos que levam ao endividamento, porque o trabalhador não consegue identificar quanto gasta por mês com as despesas do próprio negócio, por exemplo, e não prevê um fundo de emergência.

Tenha uma conta bancária como Pessoa Física e abra outra como Pessoa Jurídica. Todas as entradas e saídas relacionadas ao negócio - como a remuneração recebida, custos com fornecedor, pagamento de impostos e outros - devem ser vinculadas a essa segunda conta. E isso nos leva a outra orientação: estabeleça um valor fixo mensal de retirada. Isso mesmo: profissionais autônomos também precisam ter um salário.

Nos primeiros meses, determinar esse valor pode ser difícil, mas separar as contas é o primeiro passo. Porque assim, você consegue visualizar exatamente qual é o lucro que está obtendo com o seu negócio e sabe que o seu salário precisa estar dentro disso.

 

Faça uma planilha de custos

Na realidade, você deve fazer duas planilhas de custos: uma pessoal e outra profissional. Coloque em uma tabela todos os seus custos fixos: aluguel, financiamento de imóvel ou automóvel, internet, fatura de energia elétrica, água… Faça o mesmo para o seu negócio e você vai saber qual é o valor fixo mensal de despesas que precisam ser pagas. Se estiver com dívidas acumuladas, dê prioridade para sanar aquelas que geram mais juros, como cartão de crédito, por exemplo. Inclusive, você pode contar com o nosso empréstimo para resolver isso.

Ao elaborar essas planilhas, você também vai conseguir identificar quais despesas são supérfluas e podem ser eliminadas ou, pelo menos, reduzidas. Por exemplo: um plano que reúna internet e telefonia e saia mais em conta, ou então, se tiver diarista, reduzir a quantidade de diárias ao longo do mês. Principalmente se você está começando a sua trajetória como autônomo, “enxugar” os gastos é importante até conseguir uma margem de lucratividade maior.

 

Monitore as suas finanças constantemente

Não basta montar essas planilhas apenas uma vez e se esquecer da existência delas! O planejamento financeiro para autônomos é uma medida constante, ou seja, você precisa acompanhar de perto a relação entre a receita e as despesas, avaliar o que houve naqueles meses em que os gastos foram além do previsto, se programar com antecedência para fazer compras de maior valor. Basicamente, a questão é cuidar do seu dinheiro de forma mais racional.

 

Pense no futuro

Se você não tem carteira assinada, tem uma responsabilidade ainda maior de se preparar para o futuro. Pense na sua aposentadoria: pague o INSS por conta própria, invista em uma previdência privada ou em outros títulos de longo prazo. E esse futuro também pode ser mais próximo: procure guardar um valor fixo mensal para poder tirar férias todos os anos e/ou para poder fazer uma retirada extra no final do ano, como o 13º salário. O ideal é separar um valor X por mês para cada uma dessas previsões. O indicado é que, somando tudo, o resultado não ultrapasse 10% da sua renda.

Essa é mais uma prova de que o profissional autônomo precisa ter um salário: imagine se você gastar todo o lucro mensal que recebe com seu negócio, não conseguirá se planejar para tirar férias, fazer compras de Natal e muito menos para se aposentar.

 

Tenha uma reserva de emergência

Uma das características mais marcantes do trabalho autônomo é a imprevisibilidade. Dependendo do seu segmento, em um mês pode ganhar R$ 10 mil e no outro R$ 5 mil. No entanto, a variação da receita não implica na redução das despesas: elas vão continuar lá, esperando pagamento. Para estar sempre preparado para esses períodos menos lucrativos, procure ter uma reserva de emergência.

Essa reserva não serve apenas para cobrir meses em que as entradas não alcancem as expectativas, mas para casos de doença na família, um reparo inesperado no carro e tantos outros problemas financeiros que podem surgir. Quem está preparado para isso, dorme tranquilo!

 

Muito cuidado com os cartões de crédito

Para quem é autônomo, ter mais de um cartão de crédito é aceitável, porque isso pode trazer benefícios. Uma das razões é que esse tipo de profissional costuma receber de forma fragmentada, ou seja, cada cliente tem uma data de pagamento diferente ao longo do mês. Assim, dois ou três cartões com datas de vencimento diferentes são uma boa solução para ir movimentando as finanças.

Alguns pontos que merecem atenção: todos esses cartões precisam estar vinculados à conta de Pessoa Jurídica; dê preferência a um fluxo de caixa organizado que evite ao máximo o uso do cartão; estabeleça um limite que pode ser gasto em cada cartão e não ultrapasse-o. Entrar no rotativo do cartão de crédito é um caminho para o endividamento, por isso, esse recurso precisa ser usado com sabedoria e parcimônia.

Ter consciência de que a responsabilidade financeira é muito maior quando se é autônomo é o primeiro passo. Adote o hábito de se planejar e certamente tudo ficará bem!

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