Cálculo do Custo Efetivo Total - CET

Saiba como calcular o Custo Efetivo Total

As transações financeiras de crédito recebem acréscimos que muitas vezes fazem o consumidor pensar que são cobranças indevidas ou até mesmo que suas parcelas aumentaram por conta de algum erro da instituição financeira. No entanto, ao realizar uma reclamação, é surpreendido...

Estas cobranças, na verdade, fazem parte do CET, o custo efetivo total de um empréstimo ou financiamento. Conhecê-lo em detalhes prepara o consumidor para saber, antes da contratação, os valores reais devidos e se conseguirá honrá-los até conseguir quitar toda a dívida.

Veja a seguir o que é o CET e aprenda a calculá-lo para evitar ser cobrado a mais!

 

O que é Custo Efetivo Total (CET)?

 

Ao contratar um empréstimo ou fazer algum financiamento, muitas vezes comete-se o erro clássico de considerar somente os juros que incidem sobre as parcelas, mas há outros custos que devem ser acrescidos às parcelas.

O total dos encargos cobrados nestas operações financeiras é chamado de CET (ou o custo efetivo total). No CET estão inclusos os juros mais seguros, tarifas de transações, taxas da empresa concessora do crédito e tributos. Algumas empresas cobram tarifas adicionais, outros não. A Ferratum por exemplo, não cobra!

O CET é, portanto, a soma de todos estes encargos e podem resultar num aumento significativo do valor da dívida contratada. Lembre-se que cada parte envolvida (consumidor, empresa, investidores e governo) deve ter um "benefício compensatório" nas negociações de crédito...

 

Como calcular o Custo Efetivo Total - CET ?

No contrato de crédito, é obrigatório prestar as informações dos encargos cobrados, do Custo Efetivo Total - CET e a memória de cálculo feito para chegar no resultado. Essa é inclusive uma norma do Banco Central que entrou em vigor em 2008. Veja a fórmula oficial do CMN (Conselho Monetário Nacional) para chegar ao CET:

 

Formula do CET

Onde deve-se preencher os seguintes dados:

  • N - é o prazo do contrato, contado em dias corridos;
  • J - intervalo entre o desembolso inicial e a data do pagamento das quantias periódicas;
  • FCj - todos os custos cobrados (juros, taxas, seguros, etc.);
  • Dj - data do pagamento das quantias;
  • D0 - data de liberação do crédito pela credora financeira;
  • FC0 - valor do crédito, deduzido das despesas.

Se consideramos um exemplo real,  para um financiamento nas seguintes condições:

  • Valor solicitado: R$ 1.000,00;
  • IOF: R$ 5,00 (incluído no financiamento);
  • Prêmio de seguro: R$5,00 (incluído no financiamento);
  • Tarifa: R$ 50,00 (não incluído no financiamento);
  • Valor financiado: R$ 1.010,00 (R$1.000,00 + R$5,00 + R$5,00);
  • Taxa de juros: 12% a.a. (equivalente a 0,95% a.m.);
  • Prazo da operação (N): 151 dias;
  • Prestação mensal (FCj): R$ 207,79;
  • Data da liberação (d0): 2.1.2017;
  • Datas de pagamento (dj): 2.2.2017, 2.3.2017, 3.4.2017, 2.5.2017 e 2.6.2017;
  • FC0: 1010-50-5-5 = 950

Tem-se um CET = 44,05% (equivalente a 3,09% a.m.). Consulte a memória de cálculo completa no FAQ disponibilizado pelo próprio Banco Central.

 

Saber os detalhes do CET traz mais informações sobre os créditos contratados e mais segurança para o bolso do consumidor!

 

Por que é importante conhecer o CET?

Cada empresa concessora de crédito tem direito de cobrar as próprias taxas. Quando o consumidor calcula o CET, poderá identificar o que é juro e o que não é...

Conhecendo as taxas de cada instituição, além das cobranças de juros, poderá assim pesquisar qual a melhor linha de crédito não somente pelo comparativo das taxas de juros e sim pelo valor total os encargos envolvidos. De posse destes números, o consumidor consegue comparar de forma mais transparente quais são as institiuições com melhores taxas. 

Com a prática de uma avaliação mais criteriosa do CET para empréstimos e financiamentos, o consumidor tem maior transparência das informações e, consequentemente, muito mais segurança antes de comprometer o seu bolso!

Além disso, sob a ótica do mercado, quanto mais pessoas souberem sobre essas cobranças que vão além dos juros, maior será a adesão das instituições financeiras a uma prática concorrencial saudável, oferecendo assim valores personalizados às necessidades e situação financeira